Autor: Wanderley Oliveira – pelo espírito Pai João de Angola

Capítulo: 5.6

Tema do Oficina: Viver o luto das perdas

[…] Resisti animosos ao abatimento, ao desespero que vos paralisam as forças. Quando Deus vos deferir um golpe, não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, coloca sempre uma consolação. Ponderai sobretudo, que há bens infinitamente mais preciosos do que os da Terra e essa ideia vos ajudará a desprender-vos destes últimos.  O pouco apreço que se ligue a uma coisa faz que menos sensível seja a sua perda. O homem que se aferra aos bens terrenos é como a criança que somente vê o momento que passa. O que deles se desprende é como o adulto que vê as coisas mais importantes, por compreender estas proféticas palavras do Salvador:  “O meu reino não é deste mundo  […]” – Evangelho segundo o espiritismo – Capítulo 16 – Item 14.

 

Toda perda material, afetiva, psicológica ou espiritual é um “pedaço” de si que vai embora. Cada pedaço arrancado pede apoio e acolhimento.

Negar a dor das perdas ou revoltar-se contra elas são extremamente emocionais que vão produzir dores maiores.

Quantas doenças no corpo físico e quantas dores o ser humano tem enfrentado por não ser corretamente orientado a fazer o luto de suas perdas?

Toda perda merece cuidados especializados. Não existem pessoas fortes ou fracas para elas. Existem as reações humanas diante dos desapegos súbitos e inesperados, e essas reações pedem acompanhamento e tratamento.

Orações, confissões e outras iniciativas podem abrandar os sofrimentos, mas a cura e a superação são mais profundas.

É mergulhar na vida interior e tomar consciência da tristeza e o que ela propõe a você, quando já não poderá mais usufruir da companhia de alguém, quando não terá mais o emprego estável,  quando tiver de dar adeus a um ente amado, quando for traído na vida afetiva, quando, enfim, você passar por algumas dessas dolorosas experiências de perder algo ou alguém importante para você.

Fazer o luto das perdas é essencial à saúde mental e física.

Entenda o recado de sua tristeza. Só assim seu caminho pode se reerguer e encontrar novamente o desejo de viver e avançar independentemente do que se foi e não volta mais.