Casa nova! Limpemos as gavetas.

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Esse é o primeiro texto que escrevo para o Espaço Caminho de Ascensão. Como não podia deixar de ser, fui buscar inspiração consultando as cartas de Tarot.
Minha ideia não é falar sobre tarot, mas gerar reflexões úteis àqueles que estão trilhando o Caminho, ou seja, todos os habitantes do planetinha Terra (e além).

 

Pois bem, hoje a carta que me veio às mãos foi O Enforcado, um arcano que nos ensina a importância do desapego.

Nada mais adequado para esta fase em que nos encontramos, com a abertura de um novo ciclo, com novo nome e nova egrégora espiritual.
Quando renovamos algo em nossa vida, como numa mudança de residência, por exemplo, fazemos uma grande limpeza nas gavetas. É comum nos surpreendemos com a quantidade de coisas que acumulamos, ocupando espaço, empoeirando, envelhecendo e formando nichos de energia estagnada.

“Como eu pude guardar tanta tralha!?” Simples! Resistência. Guardamos para tentar nos certificar de que não faltará no amanhã, guardamos para recordar o passado, guardamos numa tentativa ilusória de tentar frear a passagem do tempo e resistir à renovação inerente aos ciclos da vida.

Da mesma forma fazemos com nossa casa interior. Resistimos às mudanças guardando hábitos antigos, ideias obsoletas, métodos que já não funcionam, crenças limitantes.

Para que o novo chegue com a força maior a que veio, se faz necessário essa limpeza de gavetas, de forma que colaboremos com essa nova potência emergente. Como o broto de uma planta ou um bebê ao nascer, o novo quer chegar, quer romper a barreira entre o visível e o invisível e quer se estabelecer para cumprir a sua missão.

O velho ciclo se fechou. Pergunte-se: será que ainda estou agarrado a formas antigas do meu Eu, que hoje já não condizem com as necessidades mais amplas de realização da minha alma, do meu Ser?

“Minha vida é maravilha ou sofrimento, é alegria ou lamento?” O fator determinante é se eu me coloco como um canal, para que a vida cumpra seu processo através de mim; ou como um dique, que tenta conter esse fluxo.

De forma amorosa e compassiva, mas sob firme vontade, façamos uma verificação sincera de nossas gavetas (mentais, emocionais ou físicas) e pratiquemos o desapego consciente – a começar por nossa auto-imagem.

Não há nada mais inconsistente e perecível do que uma imagem, não é mesmo? No entanto, é tão difícil aceitarmos que ela se dissolva. Pois é, mas é mudando a imagem mental que damos o primeiro passo para que as mudanças aconteçam efetivamente no plano físico.

 

Então, do que precisamos abrir mão para permitir que essa nova Consciência nos chegue?

Proponho finalizarmos essa reflexão como encerramos nossas orações, com um sonoro: “que assim seja” colocando atenção ao fato de que esta expressão verdadeiramente significa: “eu permito que se faça”.

É tempo de renovar. E que assim seja!

 

Autora: Adriana Schier – trabalhadora do Espaço Caminho de Ascensão, psicoterapeuta, taróloga e caminhante do Ser Completo.

By |2018-05-09T10:53:15+00:00agosto 17th, 2016|Ser Humano|4 Comentários

4 Comments

  1. Carla 18 agosto 2016 em 06:41 - Responder

    Reflexivo texto. Muito bom pra quem está sentido energias carregadas e de más influências em casa. Vale a leitura e vale mais ainda por em prática.

  2. Márcia 18 agosto 2016 em 12:03 - Responder

    Adorei o texto, “estive” nele colocada algumas vezes!! risos… Mas vamos tentando a mudança!

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