A linha do Povo do Mar faz parte de uma linha de trabalho de entidades dentro umbanda, que são espíritos que se apresentam sob o arquétipo de marinheiros, sereias, caboclos(as) do mar e calungas (exus do mar).

  • Uma entidade desta linha, que se entrega a este trabalho, procura encontrar a harmonia que não pode praticar enquanto estava encarnado. Ele representa um tipo de pessoa que teve várias adversidades durante a vida e a maior parte dela foi em devoção aos mares, por exemplo: um capitão, marinheiro, marujo, navegador, pessoa de população ribeirinha, pescador, canoeiro, pirata, entre outros.
  • Costumam ser muito agitados e brincalhões e têm uma característica peculiar que é chegar cambaleando, como se estivessem bêbados. Tal condição não possui relação alguma com bebida, e sim com o balanço do mar. Eles entram para os trabalhos totalmente envoltos nas ondas da energia do mar e é por isso que isso ocorre.
  • Quando dão consultas, costumam ir direto ao ponto, sem rodeios, porém sabem como falar aos consulentes sem criar desagrados ou medo, desta forma, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.
  • Estas entidades luminosas atuam e influenciam os processos da vida que envolvem a concepção, geração, afeição, vinculação, amor e educação, de tal forma que o Povo do Mar, mentora famílias, gestantes, relacionamentos (conjugais, familiares e fraternais), além de vincular-se a períodos de formação das crianças e jovens, buscando pela intuição e inspiração positivas, promover a edificação interior de cada criatura nos sentidos de amor e ternura para com o próximo e com todos os seres viventes no planeta.
  • Muitas vezes, tais entidades não atuam pela incorporação direta nos médiuns, mantendo somente a irradiação espiritual pelo contato através do perispírito.
  • Ao fazerem contato mental com seus médiuns, transmitem à estes estados de equilíbrio, serenidade, tranquilidade e clareza mental.
  • Descarregam o ambiente, neutralizam forças negativas direcionadas a uma pessoa ou coletividade enquanto atraem para o centro dos trabalhos, espíritos sofredores e endurecidos, os quais são encaminhados às comunidades espirituais de cura e refazimento.
  • Trabalham atuando sob a desagregação de pensamentos nocivos, principalmente as que se ligam mais profundamente ao corpo etéreo-espiritual de cada pessoa, criadas pela repetição de pensamentos e sentimentos de mágoa, rancor, entre outros.
  • Atuam também no campo da saúde física, especificamente nos processos que envolvem raízes profundas no campo emocional e neurológico (depressão, doenças autoimunes, transtornos psíquicos variados, esquizofrenia, etc).
  • Assim como em outras linhas, apesar desta figura arquetípica com as quais normalmente se apresentam, isso não necessariamente, quer dizer que foram esse tipo de pessoa quando encarnados.

“Por te cruzarmos, quantas mães choraram, quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu.”
Fernando Pessoa

“Não é em terra que se fazem os marinheiros, mas no oceano, encarando a tempestade.”
Machado de Assis