• A linha dos boiadeiros, umas das mais antigas, faz parte de uma linha de trabalho de entidades dentro umbanda, que são espíritos que se apresentam sob o arquétipo de homem do campo, sobretudo, na condução de gado, tais como peões, laçadores, vaqueiros e tocadores de gado.
    Podem parecer um tanto sisudos e carrancudos, pois são de poucas palavras, mas na verdade possuem um grande coração capaz de auxiliar a todos com muita simplicidade, fé e principalmente, o amor à vida.
  • Possuem, desde sempre, uma ligação respeitosa com a natureza e com o seu ciclo harmônico e é por isso que são orientadores tão especiais.
  •  São muito hábeis para lidar com adversidades, pois quando vivos eram exímios conhecedores dos campos, do tempo (clima) e do temperamento instintivo dos animais.
  • Combatem habilmente vibrações negativas e saem à defesa daqueles que reconhecem os erros e pedem por auxílio. São destemidos, disciplinadores e trazem aos consulentes uma forte vibração de disposição, com a qual ele se sentirá renovado para prosseguir com fé o seu caminho.
  • Atuam em junto à encarnados e desencarnados, e convidam a todos a saírem dos caminhos viciados (caminho de boi) e suas missões são todas voltadas a resgatar aqueles que fogem do caminho da verdadeira felicidade.
  • Todos que se rebelam contra a Lei Divina, possuem uma chance por meio da força dos Boiadeiros para retornarem à estrada de paz.
  • Extremamente poderosos contra as demandas espirituais e também não andam sozinhos. Quando em guerra, unem-se em legiões, o que os torna imbatíveis contra as forças do mal.
  • Boiadeiro aprecia ver em seu médium: coragem, lealdade e honestidade, e aí sim é considerado por ele “filho”, pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo incorporado.
  • Nos ensinam a força que o trabalho tem e passam como ensinamento que o principal elemento de sua magia é a força de vontade, fazendo assim enxergarmos que podemos conseguir uma vida melhor e feliz se lutarmos pelos nossos objetivos com fé.
  • São muito ligados a linha dos caboclos, mas atuam também com os baianos.
  • Ligada a está linha e a dos baianos, manifestam-se também os cangaceiros que embora vistos como marginalizados, esses homens lutaram contra tiranos que exploravam os povos sofridos nordestinos, mesmo que tenham agido de maneira equivocada enquanto vivos, suas intenções eram todas fundamentadas no sonho de igualdade, proteção e justiça.
  • Assim como em outras linhas, apesar desta figura arquetípica com as quais normalmente se apresentam, isso não necessariamente, quer dizer que foram esse tipo de pessoa quando encarnados.

“O Boiadeiro pode até cair, mas a força que existe em seu coração o levará a vitória.”
Matheus Carreiro
“Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o lugar.”
“O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”
Guimarães Rosa