Índios ou Caboclos são uma linha de trabalho de entidades dentro umbanda e são espíritos que se apresentam sob o arquétipo de indígenas, não somente os brasileiros, que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta, como civilizações aparentemente primitivas, mas na realidade de grande sabedoria.

  • São naturalmente guerreiros, corajosos e poderosos, porém humildes. Sempre observadores e sábios procuram ajudar-nos em tudo que podem.
  • Habitantes das matas, os caboclos vêm com a força da natureza e por isso se apresentam como espíritos aguerridos, austeros e com uma forte presença física. É homem/mulher maduro(a), porém ainda não velho(a), que traz consigo a força e o vigor, que vai em busca de seus objetivos.
  • Representam a força com fé, união com solidariedade, seriedade com amor e amizade com proteção contra qualquer dificuldade.
  • Assim como os preto-velhos, existem os pajés ou xamãs que atuam como curadores e são muito conhecidos pelos seus passes que relaxam, aliviam e fortalecem, e pelos seus conhecimentos quanto ao uso de ervas, plantas, banhos e defumações e de tudo que a mãe terra é capaz de prover.
  • Sérios, quietos, diretos e muitas vezes tido como rudes em seus pareceres, porém isso nada mais é do que uma demonstração de sentimentos verdadeiros, pois são espíritos de luz e amor.
  • Desenvolvem o trabalho de encorajar o nosso espírito e prepará-lo para que nós consigamos o nosso objetivo.
  • Trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, espiritualidade, filosofia e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.
  • Alguns se apresentam como verdadeiros conselheiros, amigos, sempre dispostos a fornecer uma palavra de coragem e ânimo, enquanto outros já não são de consultas, atuam mais no desmanche de feitiços e outras energias negativas que absorvemos.
  • São extremamente positivos na relação com o consulente e transmitem grande força e proteção, no entanto, prezam pelo respeito e exercem autoridade ao aconselhar e ensinar.
  • Podem atuar conjuntamente com outras linhas em trabalhos que sejam necessários, mas possuem uma ligação mais forte com preto-velhos e baianos, porém é comum vermos um caboclo à frente, como líder de uma falange de esquerda.
  • Alguns boiadeiros que se apresentam, trabalham junto a esta linha, por questão de afinidade, seja espiritual, devido a sua origem, ou por mérito, à buscar a sua elevação, por meio da caridade.
  • Assobios, brados e cantos são usados para equalizar a frequência energética da casa e limpar as energias estagnadas, seja da casa de assistência, consulente ou do próprio médium.
  • São ótimos para quebrar demandas e encaminhar obsessores, pois utilizam de sua forte energia de guerreiro para estas tarefas.
  • Assim como em outras linhas, apesar desta figura arquetípica indígena que normalmente se apresentam, não necessariamente significa que ele(a) foi esse tipo de pessoa quando encarnado.

“Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã darei início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”

Médium Zélio Fernandino de Moraes – Pelo Espírito do Caboclo das Sete Encruzilhadas – Fundador da Umbanda