Hoje eu vou contar pra vocês o segredo de um lugar especial, tão especial como todos os outros lugares do mundo.

Um lugarzinho… um ponto no espaço-tempo que podia passar despercebido, não fosse o afeto que criamos por ele.

Apesar de pequeno, dizem que lá sempre cabe mais um. Mesmo naqueles dias cheios, de muito trabalho e correria, tem sempre um lugarzinho pra mais alguém que esteja precisando de acolhimento.

Se você pensa que lá é um lugar para usufruir e frequentar, lamento, mas está enganado. Lá é um lugar com muito a se fazer. Também não é um lugar para se estar, mas para ser.

Ah! Agora você já deve ter matado a charada! O segredo desse lugar é que lá você pode ser tudo aquilo que sempre sentiu que era, mas nunca teve coragem de ser. Parece até nome de filme do Woody Allen, né?

É por isso que tanta gente aprendeu a amar esse lugar. Imagina a pessoa ter a oportunidade de descobrir todo o seu potencial, expressá-lo, experimentá-lo, ver esse potencial crescendo e transformando as velhas formas do seu “eu” em algo muito mais autêntico e verdadeiro! Uau!

Nesse lugar há vozes amigas, que te dizem carinhosamente que você pode muito mais. De tempos em tempos, essas vozes sussurram a verdade sobre você mesmo para que se recorde: você é amor.

Perceba que estes amigos invisíveis não dizem que você deveria ser isso ou aquilo, ser assim ou assado. Não! Eles enfatizam aquilo que você já é e apenas se esqueceu.

Re-conhecimento é a palavra que cabe aqui.

Ora, se falam por aí que somos o universo se manifestando através desta forma humana, é preciso que reconheçamos isso com propriedade: “Olá, muito prazer Universo-lindo-de-meu-deus, me chamam Adriana na versão 4.0 manifestada nesse corpinho.”

Falando sério, se pararmos para analisar a necessidade mais básica de todo ser humano – tirando água, alimento, abrigo e outros itens de sobrevivência física – o que todo mundo realmente precisa é de reconhecimento, no sentido mais amplo dessa expressão.

Ser re-conhecido é ser compreendido, apreciado e aceito em todas as instâncias do teu ser, com toda sua luz e toda a sua sombra, na sua completude.

No meio de um caos urbano, numa sociedade que insiste em padronizar tudo em nome da lucratividade, encontrar um lugarzinho sagrado em que você pode exercitar essa arte de se re-conhecer é uma bênção porreta demais, como diriam algumas daquelas vozes amigas.

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung alegava que só aquilo que somos tem o poder de curar-nos. Acho essa uma das verdades mais assertivas de todos os tempos.

Se deseja sua “cura”, primeiro comece a se reconhecer.

Percorra todo o seu lado direito, mas não se esqueça de depois virar à esquerda.

Olhe para cima e contemple seu céu, depois arrisque espiar o que há embaixo. Explore cada pedacinho do teu ser, sem medo de julgamentos divinos, castigos e outras bobagens.

Perceba que aquilo que socialmente te disseram que você era talvez seja apenas um esboço daquilo que você sente que pode ser. Quem pratica ou já assistiu atentamente um trabalho de desenvolvimento mediúnico sabe do que estou falando.

Depois de compreender e aceitar todo esse imenso potencial – e isso assusta, eu sei! – é que você pode respirar fundo, se dar um forte abraço e dizer a si mesmo: “Calma… está tudo bem, está tudo aí. Sempre esteve.”

Agora você já deve ter entendido o segredo do Espaço.

Tá bom, mais uma dica: esse lugar tão especial é metafísico. Ele existe, mas você não pode tocá-lo, apenas senti-lo.

Agora feche os olhos… respire, silencie, ouça: tun-tun, tun-tun…

Bem-vindo ao Espaço! O seu Espaço. Aquelas vozes amigas sussurram lá dentro:

Seja… apenas seja você!

 

Autora: Adriana Schier – trabalhadora do Espaço Caminho de Ascensão, psicoterapeuta, taróloga e caminhante do Ser Completo.