A Sabedoria do Cultivador

“O cultivador sabe que a roseira oferece toda a beleza da rosa e também o perfume. E é bom apreciar essa flor em toda a sua inteireza, da textura de suas pétalas ao aroma que exala.

O bom cultivador sabe, no entanto, que esse prazer não vem sozinho. A roseira tem espinhos. Então o que faz o cultivador? Aprende a se comprometer com a roseira por completo e isso inclui a rosa, o seu perfume e os espinhos. O bom cultivador ama a roseira do jeito que ela é.

Ser cultivador não é a mesma coisa que estar em conflito e em competição com os outros. Isso fazem os guerreiros e os jogadores, que vivem a vida como se fosse um grupo minado ou de provas.

Um cultivador também enfrenta desafios e lutas, mas do tipo que constrói riquezas e não o contrário. Por isso a disciplina do cultivador é também combate, mas o bom combate, aquele que intercede contra o que impede uma vida de ser abundante.

Todos nós já sentimos, algumas vezes, o gostinho de cultivar. Foi quando trocamos a dúvida pela confiança; quando produzimos muito, sem tanto esforço; quando sentimos coerência e conexão na comunicação com os outros; quando a vida nos pareceu mais significativa e valorosa; quando milagres inexplicáveis aconteceram, facilitando demais a caminhada; quando percebemos que a sorte estava do nosso lado.

Quando tudo parecia se encaixar: o trabalho, a empresa, a casa, a família, a parceria amorosa, etc.

Na verdade, nós nos sentimos cultivadores quando agimos de acordo com a nossa essência, com a parte mais elevada e completa do nosso ser. Quando somos capazes de trazer à luz a nossa vocação.

Ao procurar e encontrar a sua riqueza interior (e isso acontece quanto mais se vive a essência), o cultivador vai reconhece-la no próximo. É quando consegue vislumbrar a abundância e a riqueza que mora em cada pessoa e habita o mundo. ”

 

Com este tema finalizamos a proposta de trabalharmos o KIT Riqueza com suas Virtudes e disciplinas.

Trabalhamos em cada oficina uma disciplina e propusemos exercícios que remetiam a reflexão, uma viagem interior em busca da compreensão da nossa essência, do nosso verdadeiro EU e como podemos melhorar a qualidade da vida à nossa volta com ações simples mas ao mesmo tempo íntegras e profundas.

Caso você não tenha conseguido fazer todos os exercícios, eles continuarão disponibilizados neste espaço reservado para a Oficina dos Sentimentos.

Considere-os como sementes, que estão disponíveis para você cultivar quando sentir o chamado.

Lembrem-se: Nós nos transformamos a cada dia quando cultivamos o nosso jardim.

Seja o maior e mais dedicado cultivador de sua PAZ e a colheita será farta.
 

Texto –  Rosely Amaral – Coordenadora da Área da Educação Emocional do Espaço Caminho de Ascensão, Terapeuta Holística da Luz Dourada e Sócia da Consultoria Multifaces.

Obra InspiradoraRico de VerdadeRoberto Adami Tranjan